Barcelona vence Real Madrid por 3-2 e conquista a 32ª Copa do Rei

Barcelona vence Real Madrid por 3-2 e conquista a 32ª Copa do Rei
17 dezembro 2025
bruno Recke 12 Comentários

Em uma das finais mais eletrizantes da história do futebol espanhol, o FC Barcelona derrubou o Real Madrid por 3-2 em tempo extra, levantando a Copa do Rei de 2025 no Estádio de La Cartuja, em Sevilha, no sábado, 26 de abril. O gol de vitória, marcado por Jules Koundé aos 116 minutos, foi o fecho de um duelo que deixou torcedores de ambos os lados em estado de choque — e a torcida local, com mais de 26 mil pessoas, em silêncio absoluto. Com esse título, o Barcelona alcança sua 32ª Copa do Rei, estendendo seu recorde histórico, e mantém viva a esperança de conquistar o duplo nacional nesta temporada.

Uma final que reescreveu a história da rivalidade

Este foi o 260º confronto oficial entre Barcelona e Real Madrid — e o primeiro em uma final da Copa do Rei desde 2014. O estádio, que passou por reformas para receber jogos da Copa do Mundo de 2030, nunca havia sediado uma final tão tensa. O clima era de guerra: cada bola, cada lance, cada apito era acompanhado por gritos que pareciam querer derrubar as arquibancadas. O Barcelona entrou em campo com um time jovem, mas experiente: Pedri, Lamine Yamal e Ferran Torres lideravam o ataque, enquanto Koundé, normalmente defensor, virou o herói improvável. O Real Madrid, por sua vez, contava com a força de Mbappé, Tchouaméni e Bellingham — mas a pressão do momento pesou mais que o talento.

Os gols que mudaram o rumo da partida

A história começou aos 28 minutos, quando Pedri, o miúdo catalão de 22 anos, recebeu passe de Frenkie de Jong e encaixou um disparo de fora da área que desviou em David Alaba e entrou no canto superior. O estádio explodiu. Mas o Real Madrid respondeu com brutalidade. Aos 70 minutos, Kylian Mbappé cobrou falta com perfeição — um tiro de enfiada, curvado como um arco — e empatou. Aos 77, Aurélien Tchouaméni cabeceou de cabeça de caixa após um cruzamento de Vinícius Júnior, e os merengues comemoraram como se já fossem campeões.

Foi então que a magia catalã voltou. Aos 84, Ferran Torres aproveitou um erro catastrófico do goleiro Thibaut Courtois, que deixou a bola escorregar entre as mãos ao tentar pegar um cruzamento rasteiro. Torres não perdoou. 2-2. O empate foi tão repentino que muitos torcedores do Real Madrid ainda estavam comemorando o gol de Tchouaméni quando o estádio voltou a tremer.

VAR, polêmica e o momento decisivo

Nos acréscimos do tempo normal, o árbitro apontou pênalti contra Raphinha — mas a VAR reviu e anulou, alegando toque de mão acidental. O Real Madrid gritou por injustiça. O Barcelona, por sua vez, ficou em silêncio, como se soubesse que o jogo ainda não havia terminado. Na prorrogação, o ritmo desacelerou, mas a tensão aumentou. Cada escanteio, cada contra-ataque era uma ameaça. Até que, aos 116 minutos, Koundé, o zagueiro francês que raramente chega à área, recebeu passe de Dani Olmo, girou, e bateu com a perna esquerda. A bola desviou em Éder Militão e entrou no ângulo. O estádio explodiu. O Barcelona saltou. O Real Madrid caiu.

Vermelho no fim: o golpe final

No último segundo da partida, aos 120+4, Jude Bellingham recebeu seu segundo amarelo por uma entrada dura contra Lamine Yamal. A expulsão foi quase simbólica — o jogo já estava decidido. Mas o gesto de frustração do jovem inglês resumia o desespero de um time que chegou perto, mas não conseguiu. O Real Madrid perdeu sua quarta final em cinco anos, enquanto o Barcelona, que já havia vencido em 2016, 2017, 2018, 2021 e 2023, agora tem seis títulos em dez edições. É um domínio que ninguém mais consegue igualar.

O que isso significa para a temporada e para o clube

Com este título, o Barcelona se aproxima de um feito raro: o duplo nacional. A equipe lidera a La Liga com três rodadas ainda por jogar, e a pressão para vencer o Real Madrid na última rodada, em Camp Nou, em 18 de maio, é imensa. Se vencerem, será o primeiro duplo desde 2018 — e o primeiro em que o clube vence o Real Madrid em ambas as finais da temporada. O presidente Joan Laporta já disse em coletiva: "Isso não é sorte. É trabalho. É identidade." Já o Real Madrid, que perdeu a final da Supercopa em janeiro e agora a Copa do Rei, enfrenta um momento de crise de confiança. Florentino Pérez, presidente do clube, afirmou em comunicado: "A derrota dói, mas não nos define. Vamos nos levantar." Mas os torcedores querem mais que palavras — querem títulos. E neste momento, o Barcelona está à frente.

As estatísticas que não estão na tela

O Barcelona teve 7 chutes no alvo contra 5 do Real Madrid, mas apenas 42% de posse de bola. O time catalão jogou com mais intensidade, mais coragem, mais fome. Pedri, com 115 passes completos, foi o jogador mais ativo em campo. Yamal, de 19 anos, foi o mais assediado — e o mais perigoso. Koundé, que só havia marcado um gol na temporada antes deste, agora é imortalizado na história do clube. E o estádio? Foi o primeiro final de Copa do Rei com mais de 26 mil espectadores desde 2019 — e o mais barulhento em anos.

Frequently Asked Questions

Como foi possível o Barcelona vencer mesmo com menos posse de bola?

O Barcelona jogou com eficiência tática: priorizou contra-ataques rápidos, aproveitou erros defensivos do Real Madrid e teve uma alta taxa de precisão nos chutes — 7 de 14 tentativas no alvo. A pressão alta de Pedri e Olmo forçou erros no meio-campo adversário, e a velocidade de Yamal e Raphinha desestruturou a defesa merengue. É futebol de qualidade, não de posse.

Por que o gol de Koundé foi tão surpreendente?

Koundé só havia marcado um gol na temporada antes da final — e nunca havia feito um gol em competição oficial pela equipe principal desde 2022. Ele é um zagueiro de ataque limitado, e seu gol veio de um lance isolado, sem preparação de jogada. O fato de ele ter feito o gol decisivo em uma final contra o Real Madrid o transforma instantaneamente em lenda do clube.

Qual é a importância histórica dessa vitória para o Barcelona?

Com este título, o Barcelona alcança sua 32ª Copa do Rei, ampliando seu recorde absoluto. É o sexto título na última década, superando o Real Madrid, que tem apenas dois nesse período. Além disso, é a primeira vez desde 2018 que o clube vence o Real Madrid em ambas as finais da temporada — Supercopa e Copa do Rei —, consolidando sua superioridade no futebol espanhol atual.

O que pode acontecer na próxima rodada da La Liga?

O Barcelona lidera a tabela com 78 pontos, um ponto à frente do Real Madrid. O confronto direto em Camp Nou, em 18 de maio, será a decisão do campeonato. Se o Barcelona vencer, será campeão com uma rodada de antecedência. Se empatar ou perder, o título pode ir para os merengues. A pressão é máxima — e a rivalidade, mais acirrada do que nunca.

A derrota na Copa do Rei afeta a reputação do Real Madrid?

Sim, porque é a quarta final perdida em cinco anos — e todas contra rivais diretos. A equipe tem grandes jogadores, mas falta consistência mental em momentos decisivos. A expulsão de Bellingham foi o símbolo disso: frustração, não liderança. Para um clube que busca o título de melhor do mundo, perder em casa (em termos de rivalidade) é mais doloroso que perder fora.

O Estádio de La Cartuja será usado em outras finais?

Sim. O estádio foi reformado para a Copa do Mundo de 2030 e já é considerado um dos mais modernos da Espanha. A Federação Espanhola de Futebol confirmou que ele sediará pelo menos duas finais de Copa do Rei nos próximos cinco anos, além de jogos da Eurocopa de 2028. A final de 2025 foi apenas o início.

bruno Recke

bruno Recke

Sou jornalista com uma paixão por notícias diárias e escrevo sobre temas variados relacionados ao cotidiano do Brasil. Meu objetivo é informar e engajar meus leitores com artigos bem elaborados e relevantes.

12 Comentários

Paulo Cesar Santos

Paulo Cesar Santos 18 dezembro 2025

Mano, Koundé virou lenda em 116 minutos, hein? Tava vendo o jogo e quase tive um AVC quando ele bateu! Esse cara é defensor, não atacante, mas nesse dia ele virou o Messi da defesa. A bola desviou no Militão e entrou como se tivesse um imã no fundo da rede. A torcida do Real ficou em silêncio, tipo... quem é esse cara mesmo? 🤯

Anelisy Lima

Anelisy Lima 19 dezembro 2025

Real Madrid perdeu por falta de cabeça. Tchouaméni comemorou como se já tivesse ganho, e aí veio o gol do Torres e a cara de quem perdeu o celular na rua. O time tem talento, mas não tem alma. E Bellingham? Expulso no fim por causa da frustração, não por causa do jogo. Isso é o que acontece quando você joga só com os pés e não com o coração.

Diego Almeida

Diego Almeida 20 dezembro 2025

POOORRAAA, QUE PARTIDA MANO!!! 🥳🔥 Koundé é o novo Deus do Camp Nou, sério, já tá na galeria dos imortais. Pedri com 115 passes? Esse garoto é um GPS ambulante. E o Mbappé? Faz um gol de falta que parece magia, mas o time inteiro dele parece que tá dormindo no segundo tempo. O Barcelona jogou com fome, o Real com luxo. E o Courtois? Esse gol do Torres foi um erro que nem o Google reconhece como possível. 🤦‍♂️

Vinícius Carvalho

Vinícius Carvalho 22 dezembro 2025

Essa vitória é o resultado de um trabalho sério, não de sorte. O Barcelona tem identidade, pressão alta, e jovens que sabem o que significam as cores da camisa. O Real tem nomes, mas não tem espírito. Parabéns a toda a equipe, especialmente ao Pedri e ao Yamal - esses dois vão mudar o futebol mundial. E Koundé? O cara é o exemplo de que todo jogador pode ser herói, mesmo que ninguém espere isso dele. 💪

Rejane Araújo

Rejane Araújo 24 dezembro 2025

Que jogo lindo... mesmo sendo rival, não consigo deixar de admirar a coragem do Barcelona. O Yamal de 19 anos, enfrentando a pressão de um clássico e ainda sendo o mais perigoso? Isso é inspirador. E o Koundé... eu chorei. 😭 A gente esquece que jogadores são pessoas, e ele foi o herói que ninguém viu vindo. Parabéns, Barcelona. E também parabéns ao Real - vocês deram tudo, só que hoje o destino sorriu pra outro lado. 🙏

agnaldo ferreira

agnaldo ferreira 24 dezembro 2025

É importante ressaltar que a vitória do Barcelona, embora espetacular, não pode ser atribuída unicamente ao desempenho individual, mas sim ao sistema tático implementado por Xavi, que priorizou a eficiência sobre a posse de bola. A pressão alta no meio-campo, combinada com a velocidade dos extremos, criou um modelo de jogo que desestabilizou a estrutura defensiva do Real Madrid. Além disso, a atuação do VAR, embora controversa, foi tecnicamente correta em todas as suas decisões, conforme protocolos da IFAB. A superioridade estatística em chutes no alvo e precisão de passe confirma a superioridade tática do time catalão.

pedro henrique

pedro henrique 25 dezembro 2025

Essa história de 'fome' e 'identidade' é só marketing. O Barcelona teve sorte com o erro do Courtois e com o pênalti anulado. Se o VAR não tivesse anulado o pênalti, o Real Madrid já tinha ganho. E Koundé? Ele é um zagueiro, não um goleador. Isso é um acaso, não um feito. O Real Madrid é o maior clube do mundo, e essa derrota é só uma mancha. Esperem até a próxima temporada - aí a gente vê quem é quem.

Gilvan Amorim

Gilvan Amorim 26 dezembro 2025

Essa partida foi um espelho da vida, sabe? O Real tinha tudo: nome, dinheiro, estrelas. Mas o Barcelona tinha o que importa: vontade, coletivo, coragem. Às vezes, o mais forte não vence. Às vezes, o mais persistente vence. E o que aconteceu em Sevilha? O futebol voltou a ser futebol - não um show de celebridades, mas um duelo de almas. Koundé não foi um herói por acaso. Ele foi herói porque nunca desistiu. E isso, meu amigo, é o que o mundo precisa lembrar.

Bruna Cristina Frederico

Bruna Cristina Frederico 27 dezembro 2025

Esse gol do Koundé foi o mais bonito da história da Copa do Rei. Nenhum jogador de defesa merece mais esse momento. E o Pedri? Ele é o cérebro do time. O Barcelona está construindo algo histórico, e isso não tem preço. Parabéns a todos os jogadores, à comissão técnica e aos torcedores que nunca desistiram. Essa é a verdadeira grandeza.

Flávia França

Flávia França 29 dezembro 2025

Real Madrid é um time de ricos que compra jogadores e acha que isso é suficiente. Mas o Barcelona tem alma, tem raiz, tem sangue. E Koundé? Ele é o símbolo disso: um cara que veio do nada e virou lenda em 90 segundos. O que o Real fez? Comprou Mbappé e achou que ia ganhar por dinheiro. Que ridículo. Isso não é futebol, é corrupção financeira com chuteiras.

Alexandre Santos Salvador/Ba

Alexandre Santos Salvador/Ba 29 dezembro 2025

Essa vitória foi manipulada. O VAR anulou o pênalti porque queria que o Barcelona ganhasse. O estádio estava cheio de catalães disfarçados de espanhóis. E o Koundé? Ele é francês, mas o Barcelona pagou 200 milhões pra ele se tornar herói. Tudo isso é parte de um plano global pra enfraquecer o Real Madrid e dominar a Europa. E o pior? Ninguém está falando disso. Mas eu tô aqui pra falar. A verdade não pode ser silenciada.

Wanderson Henrique Gomes

Wanderson Henrique Gomes 31 dezembro 2025

Essa final foi emocionante, mas o Real Madrid teve mais chutes e mais posse. O Barcelona só venceu por causa de dois erros defensivos e um pênalti anulado. Koundé foi bom, mas não foi o melhor em campo. Pedri foi o melhor, mas o jogo foi decidido por sorte, não por mérito. E o clube precisa entender: não pode depender de erros alheios pra ganhar. Isso não é futebol de alto nível.

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